quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ORDEM DAS PALAVRAS NA FRASE


A ORDEM DAS PALAVRAS NA FRASE

Sintaxe de Colocação

Domingos Paschoal Cegalla, em sua Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, nos diz que "embora não seja arbitrária a colocação das palavras na frase, em português, é muitas vezes livre, podendo variar de acordo com o tipo da mensagem falada ou escrita e das circunstâncias que envolvem o ato da comunicação. No arranjo dos termos na frase intervêm poderosamente a cultura, o estilo e a sensibilidade do escritor".

Com efeito, na história da literatura, escritores há que abusaram com maestria dessa arbitrariedade. No entanto, necessário se faz que tomemos cuidado ao usá-la, porque essa arbitrariedade, no nosso idioma, não significa que qualquer colocação seja aceitável e que a posição das palavras não seja controlada por principio algum. Veja:

Certa ocasião (1995) se realizaria em uma Praça de São Paulo, um ato público, cujo principal organizador era o sociólogo Herbert de Souza, o inesquecível Betinho. Uma faixa estendida sobre a avenida, ao lado da praça, convidava para o evento, com os seguintes dizeres:

=> Compareçam todos ao ato da campanha contra a fome do Betinho.

Evidentemente, os que liam a mensagem compreendiam o que o redator queria dizer, mas, certamente houve aqueles que não puderam evitar um sorriso ou um comentário sobre uma manifestação pública para saciar a fome de apenas um homem.

A ordem escolhida para as palavras na frase da faixa era inadequada devido o distanciamento do nome Betinho do termo campanha, aproximando-o de fome. Afinal de quem era a campanha? Do Betinho; então: Compareçam todos ao ato da campanha do Betinho contra a fome.

Portanto, existem alguns princípios básicos de colocação cujo conhecimento é indispensável para quem faz uso do idioma; dentre eles está: a ordem das palavras na frase. Duas são as ordens que podem reger a construção da frase: a direta e a inversa.

Na ordem direta, os termos regentes precedem os termos regidos: sujeito + verbo + complementos e/ou adjuntos:

- João / comeu / uma feijoada muito gostosa na casa de sua sogra.

Na ordem inversa alteramos a sequência normal dois termos:

- Na casa de sua sogra, João comeu uma feijoada muito gostosa.

• A ordem inversa é mais frequente na literatura, pois, obedece antes os impulsos do sentimento e da emoção.

Casos de Colocação

1. Em muitos casos, o mesmo período pode ser organizado de diferentes maneiras sem alteração do sentido:

- Todos notaram a expressão de ódio em seus olhos
- Em seus olhos, todos notaram a expressão de ódio. 
- Todos notaram, em seus olhos, a expressão de ódio.
- A expressão de ódio, todos notaram em seus olhos.

2. Certos adjetivos, antes ou depois dos substantivos, causam maior ou menor ênfase na frase: É uma triste figura de trôpego andar.

- É uma figura triste de andar trôpego.

• No primeiro caso o adjetivo triste e trôpego vem antes dos substantivos, posição que imprime maior ênfase ao substantivo e a frase. No segundo caso, dá ao substantivo uma qualidade mais neutra, mais objetiva.

• Mas atenção: Há adjetivos que assumem significados diferentes conforme a posição: homem pobre (sem recursos), pobre homem (infeliz); mestre simples (sem afetação), simples mestre (mero); qualquer pessoa (indeterminada), uma pessoa qualquer (insignificante).

3. De acordo com o costume de nossa língua, antepomos os possessivos aos substantivos: minha vida, nosso pai,  tua lembrança. No entanto, na linguagem enfática, são intencionalmente pospostos:

- Quanto me dói uma lembrança tua!

- "Pai nosso, que estai no céu..."

4. Usamos, de preferência, a conjunção [porém] intercalada na oração: A verdade, porém, é que ele foi reprovado.

Entretanto, não é prática reprovável colocarmos essa adversativa no fim da oração a que pertence, desde que a isto não se oponha a harmonia e o ritmo da frase:

- "Não inventamos nada, porém." (Mário Barreto)

- "As represálias não tardam, porém." (Ciro dos Anjos)

O mesmo se dá com a conjunção sinônima, entretanto:

- "A fuga repetia-se, entretanto." (Machado de Assis) 

FONTE: http://www.recantodasletras.com.br/gramatica/1590637

FORMAÇÃO DE PALAVRAS


Há em Português palavras primitivas, palavras derivadas, palavras simples, palavras compostas.

Palavras primitivas: aquelas que, na língua portuguesa, não provêm de outra palavra.
Pedra, flor.

Palavras derivadas: aquelas que, na língua portuguesa, provêm de outra palavra.
Pedreiro, floricultura.

Palavras simples: aquelas que possuem um só radical.
Azeite, cavalo.

Palavras compostas: aquelas que possuem mais de um radical.
Couve-flor, planalto.

As palavras compostas podem ou não ter seus elementos ligados por hífen.

Processos de formação de palavras:

Composição

Haverá composição quando se juntarem dois ou mais radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição; justaposição e aglutinação.

• Justaposição: ocorre quando os elementos que formam o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos:
Para-raios, corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol.

• Composição por aglutinação: ocorre quando os elementos que formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde sua integridade sonora:
Aguardente (água + ardente), planalto (plano + alto)
Pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre)

Derivação por acréscimo de afixos 

É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivada) pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética.

 Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por acréscimo de prefixo.

In--------feliz       des----------leal
Prefixo radical  prefixo radical

 Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por acréscimo de sufixo.

Feliz----mente   leal------dade
Radical sufixo   radical sufixo

• Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo. Por parassíntese formam-se principalmente verbos.

En-------trist-----ecer
Prefixo radical  sufixo
en--------tard-----ecer
prefixo radical sufixo


Outros tipos de derivação

Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva e a derivação imprópria.

• Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação de substantivos derivados de verbos.
• Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente na classe gramatical.

Observe:

jantar (substantivo)
deriva de jantar (verbo)
mulher aranha (o adjetivo aranha deriva do substantivo aranha)
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê deriva da conjunção porque)


Outros processos de formação de palavras:

Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos de línguas diferentes.
automóvel (auto: grego; móvel: latim)
sociologia (socio: latim; logia: grego)
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego)

Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
FONTE: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-formacao-de-palavras-ii.htm

ESTRUTURA DE PALAVRAS


Conceitos básicos: 

Observe as seguintes palavras:
escol-a
escol-ar
escol-arização
escol-arizar
sub-escol-arização
Observando-as, percebemos que há um elemento comum a todas elas: a forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis, responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se escolar pelo acréscimo do elemento destacável -ar.

Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas palavras que selecionamos, podemos depreender a existência de diferentes elementos formadores. Cada um desses elementos formadores é uma unidade mínima de significação, um elemento significativo indecomponível, a que damos o nome de morfema.

Classificação dos morfemas:

Radical

Há um morfema comum a todas as palavras que estamos analisando: escol-. É esse morfema comum – o radical – que faz com que as consideremos palavras de uma mesma família de significação – os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por sua significação principal.

Afixos

Como vimos, o acréscimo do morfema –ar cria uma nova palavra a partir deescola. De maneira semelhante, o acréscimo dos morfemas sub- e –arização à forma escol- criou subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de afixos.
Quando são colocados antes do radical, como acontece com sub-, os afixos recebem o nome de prefixos

Quando, como –arização, surgem depois do radical os afixos são chamados de sufixos. Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe gramatical, são capazes de introduzir modificações de significado no radical a que são acrescentados.

Desinências

Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo).

Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem no fim das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há desinências nominais e desinências verbais.

• Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as desinências -o/-a:
garoto/garota; menino/menina

Para a indicação de número, costuma-se utilizar o morfema –s, que indica o plural em oposição à ausência de morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas; menino/meninos; menina/meninas.
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de plural assume a forma -es: mar/mares; revólver/revólveres; cruz/cruzes.

• Desinências verbais: em nossa língua, as desinências verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número-pessoais):
 

cant-á-va-mos
cant-á-sse-is
cant: radical
cant:
radical
-á-: vogal temática
-á-: vogal temática
-va-:desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do indicativo)
-sse-:desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do subjuntivo)
-mos:desinência número-pessoal (caracteriza a primeira pessoa do plural)
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda pessoa do plural)

Vogal temática

Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais, surge sempre o morfema –a.
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes apresentam vogais temáticas.

• Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base, combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa, escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam vogal temática.

• Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à terceira conjugação.
 

primeira conjugação
segunda conjugação
terceira conjugação
govern-a-va
estabelec-e-sse
defin-i-ra
atac-a-va
cr-e-ra
imped-i-sse
realiz-a-sse
mex-e-rá
ag-i-mos

Vogal ou consoante de ligação 

As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o -i- entre os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, chaleira, tricota.


FONTE: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-formacao-de-palavras-i.htm

Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola

USO DOS PORQUÊS


O uso dos porquês é um dos assuntos da gramática que mais geram dúvidas em suas situações de uso. Na língua portuguesa para cada tipo de enunciado temos um termo adequado a ser utilizado (e são quatro!), diferente de outros idiomas que possuem apenas uma forma para a interrogação e uma para a justificativa.

Acompanhe em quais situações se usam os porquês:

1. Por que: 
Em frases interrogativas, sejam elas diretas ou indiretas.
Eu quero saber por que  os militares estiveram aqui.
Por que os militares estiveram aqui?
Quando subentender razão. 
Vou lhe dizer por que  [razão] não gosto de futebol.
Quando puder ser substituído por pelo qual e outros termos similares.
A situação por que [pela qual] passou a vítima foi constrangedora.

2. Por quê:
Usado no final de frases interrogativas ou não:
As crianças estão tendo pesadelos, por quê?
O Brasil é rico em biodiversidade. Por quê?
Não sei quando comecei a ser consumista e nem por quê.

3. Porque:
Em orações que têm a função de explicar algo ou indicar causa.
Ela faz letras, porque gosta de literatura e gramática.
Não saí de casa, porque choveu.

4. Porquê:
Essa palavra tem função de substantivo e significa “motivo” e “razão”. É importante dizer que vem sempre acompanhada de artigo e também pode vir precedida por pronomes.
Preciso descobrir o porquê de tantas dúvidas.
(Repare que o artigo o é responsável pela substantivação do “porquê”) 
Eu só queria entender os porquês do rompimento matrimonial.

Por: Miriã Lira, em 18/09/2012
FONTE: http://www.coladaweb.com/portugues/uso-de-por-que,-por-que,-porque-e-porque

PROBLEMAS GERAIS DA LÍNGUA CULTA


O que são Sinônimos e Antônimos:

* Sinônimos

São palavras de sentido igual ou aproximado:
  • alfabeto - abecedário;
  • brado, grito - clamor;
  • extinguir, apagar - abolir.
Observação: A contribuição greco-latina é responsável pela existência de numerosos pares de sinônimos:
  • adversário e antagonista;
  • translúcido e diáfano;
  • semicírculo e hemiciclo;
  • contraveneno e antídoto;
  • moral e ética;
  • colóquio e diálogo;
  • transformação e metamorfose;
  • oposição e antítese.

* Antônimos

São palavras de significação oposta:
  • ordem - anarquia;
  • soberba - humildade;
  • louvar - censurar;
  • mal - bem.
Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo:
  • bendizer e maldizer;
  • simpático e antipático;
  • progredir e regredir;
  • concórdia e discórdia;
  • ativo e inativo;
  • esperar e desesperar;
  • comunista e anti­comunista;
  • simétrico e assimétrico.
O que são Homônimos e Parônimos:

* Homônimos

a) Homógrafos: são palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia:
  • rego (subst.) e rego (verbo);
  • colher (verbo) e colher (subst.);
  • jogo (subst.) e jogo (verbo);
  • apoio (subst.) e apóio (verbo);
  • denúncia (subst.) e denuncia (verbo);
  • providência (subst.) e providencia (verbo).
b) Homófonos: são palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita:
  • acender (atear) e ascender (subir);
  • concertar (harmonizar) e consertar (reparar);
  • cela (compartimento) e sela (arreio);
  • censo (recenseamento) e senso (juízo);
  • paço (palácio) e passo (andar).
c) Homógrafos e homófonos simultaneamente: São  palavras iguais na escrita e na pronúncia:
  • caminho (subst.) e caminho (verbo);
  • cedo (verbo) e cedo (adv.);
  • livre (adj.) e livre (verbo).

* Parônimos

São palavras parecidas na escrita e na pronúncia:
  • coro e couro;
  • cesta e sesta;
  • eminente e iminente;
  • osso e ouço;
  • sede e cede;
  • comprimento e cumprimento;
  • tetânico e titânico;
  • autuar e atuar;
  • degradar e degredar;
  • infligir e infringir;
  • deferir e diferir;
  • suar e soar.
FONTE: http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-antonimos,-homonimos-e-paronimos

TEXTO E INTERTEXTO


intertextualidade  é uma espécie de conversa entre textos; esta interação pode aparecer explicitamente diante do leitor ou estar em uma camada subentendida, nos mais diferentes gêneros textuais. Para compreender a presença deste mecanismo em um texto, é necessário que a pessoa detenha uma experiência de mundo e um nível cultural significativos.

O intertexto  só funciona quando o leitor é capaz de perceber a referência do autor a outras obras ou a fragmentos identificáveis de variados textos. Este recurso assume papéis distintos conforme a contextura na qual é inserido. A pressuposta cultura geral relacionada ao uso deste mecanismo literário deve, portanto, ser dividida entre autores e leitores.

E não há limite para as esferas do conhecimento que podem ser acessadas tanto pelo produtor do texto, quanto por seu receptor. Isto significa que o intertexto não está somente ligado ao contexto literário. Ele pode estar presente na pintura, a qual pode interagir com uma foto produzida séculos depois; na publicidade, quando, por exemplo, o ator que anuncia o Bom Bril está trajado como a Mona Lisa, criada por Leonardo da Vinci.

No caso desta propaganda, o intérprete compara a forma como o ‘Mon Bijou” deixa a roupa bem limpa e perfumada, com a criação de uma obra-prima, alusão à criação de da Vinci. Seu idealizador, portanto, faz uma analogia entre o produto que deseja vender e a elaboração de uma imagem pictórica, levando ao consumidor a possibilidade de se atualizar culturalmente.

Há pelo menos sete tipos de intertextualidade. A Epígrafe é um pequeno trecho de outra obra, ou mesmo um título, que apresenta outra criação, guardando com ela alguma relação mais ou menos oculta. A Citação é um fragmento transcrito de outro autor, inserido no texto entre aspas.

A Paráfrase é a réplica de um escrito alheio, posicionado em um uma obra com as palavras de seu autor. Este deve, portanto, esclarecer que o trecho reproduzido não é de sua autoria, citando a fonte bibliográfica pesquisada, a fim de não cometer plágio. A Paródia é uma distorção intencional de outro texto, com objetivos críticos ou irônicos.

O Pastiche é a imitação rude de outros criadores – escritores, pintores, entre outros – com intenção pejorativa, ou uma modalidade de colagens e montagens de vários textos ou gêneros, compondo uma espécie de colcha de retalhos textual. A tradução se insere na esfera da intertextualidade porque o tradutor recria o texto original.

A Referência é o ato de se mencionar determinadas obras, de forma direta ou indireta. A 
Alusão é uma figura de linguagem que se vale da referência ou da citação de um evento ou de uma pessoa, concreta ou integrante do universo da ficção, denominada interlocutor. Ela é igualmente conhecida como ‘intertextualidade’ ou ‘polifonia’.

O intertexto, portanto, não se refere apenas a textos literários, mas também a músicas, imagens – vídeos, filmes, todos os recursos visuais. Assim, em uma composição musical, no lançamento cinematográfico, na animação que se assiste em casa, na publicidade, nas pinturas e outras artes plásticas, enfim, em todas as linguagens artísticas, está presente a intertextualidade.

FONTE: http://www.infoescola.com/redacao/intertexto/ (por Ana Lúcia Santana)

CRÔNICA


Crônica: Gênero entre jornalismo e literatura

Assim como a fábula e o enigma, a crônica é um gênero narrativo. Como diz a origem da palavra (Cronos é o deus grego do tempo), narra fatos históricos em ordem cronológica, ou trata de temas da atualidade. Mas não é só isso. Lendo esse texto, você conhecerá as principais características da crônica, técnicas de sua redação e terá exemplos.

Uma das mais famosas crônicas da história da literatura luso-brasileira corresponde à definição de crônica como "narração histórica". É a "Carta de Achamento do Brasil", de Pero Vaz de Caminha", na qual são narrados ao rei português, D. Manuel, o descobrimento do Brasil e como foram os primeiros dias que os marinheiros portugueses passaram aqui. Mas trataremos, sobretudo, da crônica como gênero que comenta assuntos do dia a dia.

Publicada em jornal ou revista onde é publicada, destina-se à leitura diária ou semanal e trata de acontecimentos cotidianos.

A crônica se diferencia no jornal por não buscar exatidão da informação. Diferente da notícia, que procura relatar os fatos que acontecem, a crônica os analisa, dá-lhes um colorido emocional, mostrando aos olhos do leitor uma situação comum, vista por outro ângulo, singular.

O leitor pressuposto da crônica é urbano e, em princípio, um leitor de jornal ou de revista. A preocupação com esse leitor é que faz com que, dentre os assuntos tratados, o cronista dê maior atenção aos problemas do modo de vida urbano, do mundo contemporâneo, dos pequenos acontecimentos do dia a dia comuns nas grandes cidades.

Jornalismo e literatura

É assim que podemos dizer que a crônica é uma mistura de jornalismo e literatura. De um recebe a observação atenta da realidade cotidiana e do outro, a construção da linguagem, o jogo verbal. Algumas crônicas são editadas em livro, para garantir sua durabilidade no tempo. 

Características das crônicas
 A crônica é um texto narrativo que:

·         É, em geral, curto;
·         Trata de problemas do cotidiano; assuntos comuns, do dia a dia;
·         Traz as pessoas comuns como personagens, sem nome ou com nomes genéricos. As personagens não têm aprofundamento psicológico; são apresentadas em traços rápidos;
·         É organizado em torno de um único núcleo, um único problema;
·         Tem como objetivo envolver, emocionar o leitor.

FONTE: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/cronica-genero-entre-jornalismo-e-literatura.htm (Alfredina Nery, Especial para a Página 3 - Pedagogia e Comunicação é professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura).