sexta-feira, 18 de maio de 2012

BARROCO




JOGO DE LUZ E ESCURIDÃO



  • Idade das Trevas (Idade Média): o novo e o conhecimento eram inibidos pela crença de que o homem era mera criatura de Deus, a quem ele devia temer.
  • Renascimento: marca o auge da concepção antropocêntrica, caracterizada pela valorização do homem e de seu potencial de conhecimento e de transformação.
  • Inconstância do Barroco: período de instabilidade entre a luz e a escuridão; conflito e dualidade.



Contexto Histórico

  • transição da Idade Média para a Idade Moderna: afetou a forma como o homem via o mundo e a si mesmo.
  • abalo do feudalismo e o fortalecimento do comércio: membros da nobreza empobreciam enquanto humildes enriqueciam.
  • durante a Idade Média, o homem acreditava que os títulos de nobreza e a situação de nascimento determinavam sua condição; somente Deus poderia definir sua miséria e riqueza.
  • com o Renascimento, o Teocentrismo cedeu lugar ao antropocentrismo; o homem passou a acreditar que podia agir sobre sua vida e modificá-la.
  • Reforma protestante (Renascimento): oposição à hegemonia da Igreja Católica.
  • Contrarreforma: visava o resgate de valores religiosos medievais - propostas apresentadas por Concílio de Trento (1545 - 1563).
  • evangelização por meio da arte sacra e das missões evangelizadoras (Companhia de Jesus - Anchieta).
  • O século XVII foi marcado pela dualidade: a fé católica e a razão humanista.
  • crise espiritual: teocentrismo (fé) e antropocentrismo (razão).
  • valores antagônicos e inconciliáveis.
  • rejeição de verdades absolutas e exaltação da efemeridade da existência humana.
  • carpe diem (aproveitar o momento).
  • instabilidade: o que era bom pode se tornar mau (antítese e paradoxo).


Cultismo: rigor na elaboração do trabalho poético, procedimento formal que busca o emprego requintado de figuras como metáforas e antíteses - expressão literária mais culta.

Conceptismo: adota a prosa como principal forma de expressão e a preocupação maior do texto conceptista não é a forma, mas o conteúdo. Ao analisarmos um texto conceptista destacar a presença de estratégias de convencimento e salientar o teor argumentativo: apresenta-se uma tese e utilizam-se analogias, comparações e relações de causalidade como procedimentos argumentativos para defender essa tese.





quarta-feira, 4 de abril de 2012

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

Para entender as novas regras de ortografia será necessário retomar alguns conceitos que talvez tenham se perdido ao longo dos anos escolares.

FONEMAS: Unidades sonoras capazes de estabelecer diferenças de significado. Sons representados pelas letras.

LETRAS: Sinais gráficos criados para a representação escrita da língua.

VOGAL: São fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Desempenham o papel de núcleo silábico.

SEMIVOGAL: Não desempenham o papel de núcleo silábico. Em outras palavras: as semivogais necessariamente acompanham alguma vogal com a qual formam uma sílaba.

CONSOANTE: Para a produção das consoantes, a corrente de expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela cavidade bucal. Isso faz com que sejam verdadeiros “ruídos”, incapazes de atuar com núcleos silábicos.

ENCONTROS VOCÁLICOS: São agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias.

a) Hiato: é o encontro de duas vogais num vocábulo, como  em saída (sa-í-da). Os hiatos são sempre separados quando da divisão silábica.

b)Ditongo: é o encontro de uma vogal com uma semivogal ou de uma semivogal com uma vogal; em ambos os casos, vogal e semivogal pertencem obviamente a uma mesma sílaba.

Vogal + semivogal: ditongo decrescente (moita; cai)

Semivogal + vogal: ditongo crescente (pátria; sério)

Oral: todos os apresentados até agora.

Nasal: mãe; pão; cão.

c) Tritongo: é a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nessa ordem. O tritongo pertence a uma única sílaba. (Paraguai – oral; quão – nasal).

ENCONTROS CONSONANTAIS: é o agrupamento de duas ou mais consoantes sem uma vogal intermediária.

a) consoante + l ou r – são encontros que pertencem a uma mesma sílaba. (prato; blusa; treino; atleta; crise; franco)

b) duas consoantes pertencentes a sílabas diferentes – é o que acontece em ab-di-car; sub-so-lo; ad-vo-ga-do; al-ge-ma; ad-mi-tir; cor-te.

c) há grupos consonantais que surgem no início dos vocábulos e são, por isso, inseparáveis: pneu-mo-nia; psi-co-se; gno-mo.

DÍGRAFO: ocorre quando duas letras são utilizadas para representar um único fonema.

a) dígrafos consonantais: ch; lh; nh; rr; ss; sc; sç; xc; xs; gu; qu.

b) dígrafos nasais: am e an; em e en; im e in; om e on; um e un.

FORMAÇÃO DAS PALAVRAS

As palavras são divididas em partes menores que são responsáveis por sua formação e as principais são:

a) radical: é a parte fixa da palavra, que nunca sofre alteração.

b) afixos: são aquelas partes da palavra que não são fixas, que são acrescentadas ao radical.

Além desses conceitos, você precisa saber algumas informações sobre a tonicidade das palavras. Para isso, assista à apresentação abaixo.

Agora você será capaz de entender todas as regras que foram criadas, alteradas ou mantidas pelo Novo Acordo Ortográfico.


Lembre-se de que nosso prazo para nos apropriarmos dessas regras já está próximo do fim: temos até o dia 1 de Janeiro de 2013.




NOVA REGRA
REGRA ANTIGA
COMO SERÁ
ALFABETO

O alfabeto agora é formado por 26 letras
O ‘k’, ‘w’ e ‘y’ não eram consideradas letras do nosso alfabeto
Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano
TREMA

Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano
agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça
aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça
ACENTUAÇÃO

Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas
assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico

OBSERVAÇÕES:
• nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
• o acento no ditongo aberto ‘eu’ continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.
assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico

O hiato ‘oo’ não é mais acentuado
enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo
enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo
O hiato ‘ee’ não é mais acentuado
crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem
creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem
Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas
pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo), pólo (substantivo)





para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)
OBSERVAÇÃO
• o acento diferencial ainda permanece no verbo ‘poder’ (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo – ‘pôde’) e no verbo ‘pôr’ para diferenciar da preposição ‘por’      
Não se acentua mais a letra ‘u’ nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de ‘g’ ou ‘q’ e antes de ‘e’ ou ‘i’ (gue, que, gui, qui)
argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe
argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique
Não se acentua mais ‘i’ e ‘u’ tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo
baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme
baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume
HÍFEN

O HÍFEN NÃO É MAIS UTILIZADO em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por ‘r’ ou ‘s’, sendo que essas devem ser dobradas
ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível

OBSERVAÇÃO:
• em prefixos terminados por ‘r’, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.
antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, inrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível

O HÍFEN NÃO É MAIS UTILIZADO em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal
auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado
autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado

OBSERVAÇÕES:
Observações:
• esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.
• esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por ‘h’: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.
AGORA UTILIZA-SE HÍFEN quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal
antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico

OBSERVAÇÕES:
• esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen
• uma exceção é o prefixo ‘co’. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal ‘o’, NÃO utliza-se hífen.
anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico

NÃO USAMOS MAIS HÍFEN em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição
manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento
mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, parachoque, paravento

OBSERVAÇÃO:
• o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc
O USO DO HÍFEN PERMANECE
• Em palavras formadas por prefixos ‘ex’, ‘vice’, ‘soto’: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre
• Em palavras formadas por prefixos ‘circum’ e ‘pan’ + palavras iniciadas em vogal, M ou N: pan-americano, circum-navegação
• Em palavras formadas com prefixos ‘pré’, ‘pró’ e ‘pós’ + palavras que tem significado próprio: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação
• Em palavras formadas pelas palavras ‘além’, ‘aquém’, ‘recém’, ‘sem’: além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto

NÃO EXISTE MAIS HÍFEN
• Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais): cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.
• Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa.

CONSOANTES NÃO PRONUNCIADAS
Fora do Brasil foram eliminadas as consoantes não pronunciadas
acção, didáctico, óptimo, baptismo
ação, didático, ótimo, batismo




VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS


capoliglota
A língua portuguesa apresenta variações que estão relacionadas à região, ao nível social e à faixa etária do falante.


Variação diatópica


dia: através de, por meio de, por causa de.


topos: radical grego que significa lugar.


-ico: sufixo grego que forma adjetivo.


Cada região tem seu conjunto mais ou menos homogêneo de características fonéticas, um sotaque próprio que dá traços distintivos ao fanate nativo.


Fonética: o "s" chiante do carioca;
Morfológica: Em Curitiba, penal significa estojo. Na Bahia, cheiro é o mesmo que carinho.
Sintática: "tu já estudaste Química?" (Maranhão, Espírito Santo e Rio Grande do Sul).


Variação diastrática 



dia: através de, por meio de, por causa de.


estrato: radical latino que significa camada.



-ico: sufixo grego que forma adjetivo.


Essas distinções tocam diretamente algumas formas da língua reproduzidas pela escola e sustentadas na escrita, pois se acredita que, quanto mais alta a classe social do falante, maior seu contato com a norma padrão.


Fonética: "adevogado"; "bicicreta"; "peneu".
Morfológica: "presunto": seria uma pessoa assassinada.
Sintática: "menas percas".


Variação diafásica


dia: através de, por meio de, por causa de.


phasys: expressão


-ico: sufixo grego que forma adjetivo.


Essas diferenças correspondem ao uso da língua por pessoas de diferentes faixas etárias, fazendo com que, por exemplo, uma criança apresente uma linguagem diferente da de um jovem, ou de um adulto. Ao longo da vida, as pessoas vão alternando diferentes modos de falar conforme passam de uma faixa etária para outra. Também diz respeito à situação (formal / informal).


Fonética: "véio".
Morfológica: "presunto" ( dito numa situação de descontração, significando pessoa assassinada).
Sintática: encontrei ele, ao invés de encontrei-o.


Referência Bibliográfica: http://blog.educacional.com.br













SENTIDO DENOTATIVO E SENTIDO CONOTATIVO

Considere as palavras destacadas nestes dois enunciados:


1. Pela janela aberta, refletia-se, no espelho da sala, a paisagem do quintal.


2. No espelho do córrego, bailam borboletas bêbadas de sol.
         Carlos Drummond de Andrade




Em 1, a palavra destacada apresenta -se em seu sentido usual, comum. O contexto de que ela faz parte possibilita-nos entender espelho como um "objeto de vidro polido que reflete imagens". Dizemos, por isso, que essa palavra está empregada em seu sentido denotativo ou literal. 


Em 2, um novo contexto leva-nos a interpretar de outra forma a palavra espelho. A expressão "do córrego" traz uma informação que nos auxilia a entender espelho como "superfície plana e brilhante da água". Dizemos então que, nesse caso, espelho tem sentido conotativo ou figurado


Ainda no enunciado 2, as duas outras palavras destacadas também têm sentido conotativo: bailam evidentemente não significa que as borboletas movimentam o corpo ao som de uma música, e sim que elas voam de forma delicada, suave; bêbadas, por sua vez, é uma referência ao voo aparentemente confuso e sem rumo das borboletas.


Essas comparações mostram que as palavras podem apresentar diferentes sentidos, dependendo do contexto em que ocorrem. Assim, temos:


Sentido Denotativo: literal, comum; aquele que exprime a significação usual da palavra.


Sentido Conotativo: figurado; dependente de um contexto particular.


Referência Bibliográfica: Novas palavras, nova edição / Emília Amaral, Mauro Ferreira do Patrocínio, Ricardo Silva Leite, Severino Antônio Moreira Barbosa. - 1. ed. - São Paulo: FTD, 2010. - (Coleção Novas Palavras, nova edição; v. 1)



quinta-feira, 29 de março de 2012

INTRODUÇÃO À MORFOSSINTAXE

O sentido de um enunciado é o resultado conjunto das palavras que selecionamos para formá-lo e da organização sintática - combinação e ordenação - que damos a essas palavras. 
Na organização sintática dos enunciados, as palavras e expressões formam pequenos conjuntos - grupos sintáticos - chamados termos. Um termo pode ser formado por uma ou mais palavras e, dependendo do papel que desempenha, tem uma função sintática.


Mudança climática ameaça ursos polares.
         termo no            termo no 
          singular               singular


Mudanças climáticas ameaçam ursos polares.
termo no plural              termo no plural


O termo que, na estrutura da frase, comanda a variação (concordância) do verbo exerce a função sintática de sujeito.


ALGUNS CONCEITOS


SINTAGMA NOMINAL: qualquer elemento sintático (palavra ou grupo de palavras) que, na estrutura da frase, pode funcionar como sujeito ou como objeto. Quando o sintagma nominal (SN) é formado por mais de uma palavra, seu núcleo é sempre um nome (substantivo).


Crianças brincavam na chuva fina.
    SN


As ruas da vila serão asfaltadas.
        SN


Conheço a mulher que o carro feriu.
                                 SN


SUJEITO: termo da oração com o qual o verbo estabelece relação de concordância.


Mudanças climáticas ameaçam urso polar.
        SUJEITO




FRASE: enunciado com sentido e que não requer a presença de um verbo.


Exemplos:


Olá!
Socorro!
Nossa!




ORAÇÃO: frase organizada em torno de um verbo.


Exemplos:


Aconteceu uma coisa curiosa.
 VERBO


O time entrou em campo.
            VERBO


RELAÇÕES ENTRE AS PALAVRAS DAS ORAÇÕES


COORDENAÇÃO: relação em que os termos se relacionam num mesmo grau de importância: em "quarto e sala", os dois termos coordenados são independentes e podem, inclusive, trocar de posição sem alteração do sentido.

SUBORDINAÇÃO: relação em que um termo se relaciona a outro mais importante porque traz a ideia principal: em "aluguel de casas" o núcleo é ALUGUEL e a expressão DE CASAS está subordinada a ele.

CONJUNÇÕES; palavras invariáveis que ligam duas orações ou duas palavras de mesma função sintática em uma oração.

1. As conjunções por estabelecerem uma conexão, um vínculo, entre duas palavras de mesma função sintática ou entre duas orações, são chamadas também de conectivos.

EXEMPLO:  Miséria e medo são o cotidiano de milhares de crianças brasileiras.
                          CONJUNÇÃO: as palavras "miséria" e "medo" são núcleos do sujeito e estão sendo conectadas pela conjunção "E".

2. Quando a conjunção é representada por mais de uma palavra, a expressão recebe o nome de locução conjuntiva.

EXEMPLO: Nós o cumprimentamos, quando ele chegou.
                                                           CONJUNÇÃO

Nós o cumprimentamos, assim que ele chegou.
                             LOCUÇÃO CONJUNTIVA


PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO


Composto por duas (ou mais) orações coordenadas. As orações coordenadas são aquelas que possuem estrutura sintática independente; não funcionam como termos de outras, nem têm outras funcionando como termos delas.


TIPOS DE ORAÇÕES COORDENADAS

ASSINDÉTICAS: são aquelas que não possuem conjunções.

SINDÉTICAS: são iniciadas por conjunções características e classificam-se de acordo com a outra oração à qual se ligam por meio da conjunção.

a) COORDENADA SINDÉTICA ADITIVA

Sentido no Texto: estabelece uma relação de soma, de adição com a oração anterior.

Principais Conjunções: e, nem (= e não), não só...mas também.

Exemplo: O professor não corrigiu as provas, nem discutiu a resolução das questões.

b)  COORDENADA SINDÉTICA ADVERSATIVA

Sentido no Texto: exprime uma ideia contrária à da outra oração coordenada; uma oposição, um contraste.

Principais Conjunções: mas, porém, e (= mas), no entanto, contudo.

Exemplo: Zacarias era atacante do time, porém raramente fazia um gol.

c) COORDENADA SINDÉTICA ALTERNATIVA

Sentido no Texto: estabelece uma opção entre dois fatos, de tal forma que, ocorrendo um deles, o outro não se realiza.

Principais Conjunções: ou...ou, ora...ora, quer... quer.

Exemplo: Ou você assume a responsabilidade, ou pede demissão do cargo.

d) COORDENADA SINDÉTICA CONCLUSIVA

Sentido no Texto: exprime uma conclusão; uma continuidade lógica do fato referido na oração anterior.

Principais Conjunções: logo, pois (posicionada após o verbo), portanto, por isso.

Exemplo: O planeta Terra é nossa ilha; precisamos, portanto, cuidar dele.

e) COORDENADA SINDÉTICA EXPLICATIVA

Sentido no Texto: exprime uma explicação, uma justificativa para o que se diz na outra oração coordenada.

Principais Conjunções: que, pois (colocada antes do verbo), porque.

Exemplo: Não desista de seus sonhos, pois eles são plenamente realizáveis.



quinta-feira, 15 de março de 2012

FUNÇÕES DA LINGUAGEM

As mensagens produzidas no dia a dia estão repletas de intenções. Transmitem informações, expressam pedidos, tentam promover vendas, definem palavras, são veículos de confissões sentimentais. A linguagem empregada para satisfazer cada um desses propósitos apresentam características específicas. Essas características são classificadas em seis funções da linguagem.

Função Metalinguística: quando a linguagem verbal é empregada para traduzir, explicar ou comentar uma palavra ou frase. O elemento da comunicação que se destaca nessa função é o Código.

Função Referencial: quando a mensagem de um texto focaliza basicamente informações, normalmente transmitidas por meio de uma linguagem precisa, sem ambiguidades. Nessa função, o elemento que se destaca é o assunto ou referente.

Algumas características linguísticas:
  • objetividade;
  • 3ª pessoa do discurso;
  • verbos impessoais;
  • argumentos lógicos;
  • dados e exemplos.
Função Emotiva: quando há relatos emocionados, que ressaltam sentimentos de quem fala ou escreve. O elemento da comunicação que se destaca nesse tipo de função é emissor.

Algumas características linguísticas: 
  • subjetividade;
  • 1ª pessoa do discurso;
  • advérbio de modo;
  • opiniões ou emoções.
Função Apelativa: quando há referência direta ao destinatário da mensagem. Temos como elemento principal o destinatário.

Algumas características linguísticas: 
  • verbos no imperativo;
  • vocativo.
Função Fática: quando o canal está sendo testado; necessidade de conferir se a mensagem está chegando de fato ao destinatário. Ela estabelece, prolonga ou interrompe a comunicação. O elemento da comunicação que recebe destaque nessa função é canal.

Função Poética: se caracteriza pela maneira como a mensagem é elaborada. São aqueles textos em que se percebe um trabalho cuidadoso da linguagem. A mensagem é o elemento da comunicação que se destaca nessa função da linguagem.

Algumas características linguísticas: 
  • originalidade;
  • seleção e combinação de signos.


Referência Bibliográfica: Torralvo, Izeti Fragata;Minchilli, Carlos Cortez; Linguagem em Movimento, 1 ed. - São Paulo: FTD, 2010.



sexta-feira, 9 de março de 2012

GÊNEROS LITERÁRIOS

A Literatura começou a existir no Brasil através da colonização europeia pelos portugueses. Desde então segue a tradição padronizada dos Gêneros Literários. Essa separação facilita a identificação das características temáticas e estruturais das obras.


Gênero Épico: é a narrativa com temática histórica; são os feitos heroicos de um determinado povo. O narrador conta os fatos passados apenas observando e relatando os feitos objetivamente, sem interferência.
A PALAVRA NARRADA.

Gênero Dramático: está ligado diretamente à representação de um acontecimento por atores.

A PALAVRA REPRESENTADA.

Gênero Lírico: essencialmente poético, que expõe a subjetividade do autor e diz ao leitor sobre o estado emocional do "eu lírico".
A PALAVRA CANTADA.


Observação: O  "eu lírico" é a voz que fala no poema e não corresponde, necessariamente, à voz do poeta. Ou seja, o  "eu lírico" pode ou não expressar as vivências efetivas do poeta.